24.6.09

Chita


Chita é arte, artesanato, design – chita é cultura

O tecido chita surgiu na Índia, e no Brasil existem amostras dele datadas do ano de 1885, com estampas mais miúdas, que imitavam o antigo estilo inglês Liberty. A chita é feita sobre uma base de algodão, o morim, e usa estampas florais muito coloridas, em cores chapadas, com predominância de uma em especial. Por ser barata seu uso sempre esteve ligado à população mais simples, em roupas infantis de brincar, trajes de moradores rurais, trajes de festas populares e na decoração de suas casas, em cortinas, toalhas de mesa e roupas de cama. Todas essas aplicações da chita foram tão marcantes, que ela faz parte do patrimônio cultural brasileiro. Quando as inovações tecnológicas na área têxtil despertaram o desejo popular por outros tecidos, a chita perdeu mercado e muitos dos seus fabricantes desistiram dela.

Mas eis que a chita renasceu das cinzas. Continua...Vila do Artesão


20.6.09

Meet The Beatles


c. 1937
Played mostly square dances until their
big break at the State Fair in Columbus,
Ohio in 1940.
Good Ol' Beatle Boys Band by RJMiller

22.4.08

Arte indígena brasileira

cocar de plástico; índios Kayapó-Gorotire
à direita: detalhe dos recortes no formato de penas

tanga de miçangas
índios Wai Wai, rio Mapuera, Pará

à esquerda: tiara de sementes de capim; à direita: tiara de miçangas;
índios Krahò - Tocantins

colar de placas de alumínio, índios Kayapó-Gorotire - Pará

peitoral de miçangas e sementes;
índios Javaé, Rio Araguaia - Tocantins

bandoleira infantil de lã e miçangas;
índios Gavião-Parkatejê - Pará

cinto de plástico;
índios Marubo, vale do Javari - Amazonas


colar feminino com miçangas e medalhas de santinhos;
índios Krahò, Tocantins

Arte Indígena com Materiais Industrializados

Após o contato com os homens brancos, os indígenas passaram a ter acesso a alguns materiais industrializados, que acabaram por incorporar em seus adornos. Em urnas funerárias indígenas do século XVII, desenterradas no norte do Pará, foram encontradas miçangas de vidro produzidas na Tchecoslováquia. Um caso curioso se deu entre os índios Wai Wai: quando os primeiros homens brancos alcançaram no fim da década de 40 as aldeias deste povo, na fronteira entre Brasil e Guiana, as mulheres já usavam saias feitas de miçangas industrializadas, que os índios trocavam com quilombolas do Suriname.


Os colares de miçangas de várias voltas, usados pelas índias do Alto Xingu são reconhecidos como "colares de homem branco". Exceto os colares de miçangas azul-escuras, chamados de "colares de índios". É que os índios do Alto Xingu, antes do contato com os não-índios, já trocavam miçangas desta cor com os índios Juruna, que as conseguiam dos não-índios.

Fonte: Iandé - Casa das Culturas Indígenas - a arte no Brasil feita em comunidades tradicionais.


8.4.08

Teatro na Antiguidade - GRÉCIA



No século VI a.C., na Grécia, surge o primeiro ator quando o corifeu Téspis destaca-se do coro e, avançando até a frente do palco, declara estar representando o deus Dionísio. É dado o primeiro passo para o teatro como o conhecemos hoje. Em Roma os primeiros jogos cênicos datam de 364 a.C. A primeira peça, traduzida do grego, é representada em 240 a.C. por um escravo capturado em Tarento. Imita-se o repertório grego, misturando palavra e canto, e os papéis são representados por atores masculinos mascarados, escravos ou libertos. Fonte

14.3.08

'Declare Independence'


Cantora islandesa Björk se apresenta em show em Xangai, China e causa controvérsia ao gritar 'Tibet! Tibet! durante performance da música 'Declare Independence'.

- O pronunciamento pró-Tibet feito pela cantora islandesa Bjork em um show em Xangai não apenas enfureceu as autoridades da China como também irritou promotores de eventos musicais, que dizem que a política é ruim para os negócios e pior ainda para os fãs chineses. O Ministério da Cultura chinês anunciou na sexta-feira que vai endurecer os controles sobre cantores e outros artistas estrangeiros, depois de Bjork declamar "Tibet! Tibet!" em seguida a sua canção "Declare Independence".

A China governa o Tibet com mão de ferro desde 1950 e rejeita qualquer contestação de sua autoridade. A performance de Bjork -- que, segundo o Ministério da Cultura, "ofendeu o povo chinês" -- "vai fazer com que seja mais difícil outros artistas estrangeiros se apresentarem na China", disseram promotores musicais à Reuters. "É lamentável que isso tenha acontecido. Eu sei que os artistas têm que defender seus ideais, mas ela (Bjork) não pode esperar que qualquer coisa positiva resulte do que fez", disse John Siegel, da China West Entertainment. "Também temo que sejam endurecidas as restrições, justamente quando elas estavam começando a ser afrouxadas um pouco. E outros artistas podem não querer obedecer às restrições mais rígidas, optando por não vir à China."

Apesar de ter recebido muitos artistas e grupos estrangeiros nos últimos anos, incluindo os Rolling Stones e o falecido James Brown, a China se esforça para garantir que os shows sejam politicamente corretos. Os artistas são proibidos de apresentar materiais capazes de "prejudicar a unidade nacional" ou "gerar ressentimentos", e os promotores dos eventos precisam enviar o repertório e as letras das canções para serem previamente aprovados. Os artistas criticados por ofender os sentimentos nacionais são submetidos a um "gelo" por tempo indefinido, ou até que se considera que tenham se retratado devidamente.

No ano passado, uma apresentação do grupo de rock americano Sonic Youth em Pequim quase foi cancelado de última hora quando as autoridades foram informadas de que a banda tinha se apresentado em shows em favor da liberdade para o Tibet. De acordo com o promotor musical Leo de Boisgisson, que atua em Pequim, é pouco provável que Bjork seja convidada para cantar nas Olimpíadas de Pequim em agosto, como fez na abertura das Olimpíadas de Atenas. Com a previsão de chegada de milhares de atletas para os Jogos Olímpicos, além de dúzias de grupos de pressão ansiosos por usar o maior palco do mundo para promover suas agendas, Pequim pediu que a política seja mantida separada do esporte.

Por Ian Ransom PEQUIM (Reuters)


15.2.08

Incrível Momix


Momix é conhecido pelas coreografias inventivas e originais que revolucionaram a dança contemporânea. Lunar Sea é um espetáculo sensorial do início ao fim. A coreografia apresenta um universo poético e sideral, misterioso que explora paisagens, movimentos e formar presentes em ambientes da lua e do mar. A atmosfera é composta com fantástica habilidade pelo jogo de luz e sombra dos dançarinos e dos objetos cênicos que produzem um efeito de fluidez, leveza e gravidade zero. O resultado é a expressão visual de um imaginário fantasioso, quase psicodélico, do ambiente lunar que nos provoca emoção intensa. Os dançarinos se desdobram em ginástica, acrobacia, balé e artes circenses para reproduzir formas e sensações inusitadas, surpreendentes e laboriosas - tudo em perfeita sincronia com luzes neon, luz negra e música pop-eletrônica. Tentar descrever a apresentação dá a impressão de um mosaico sem forma, mas é isso mesmo que ela não é. A coesão é um dos trunfos do espetáculo, que parece cansativo em determinados momentos, mas que consegue prender com fôlego cada um dos expectadores até o gran-finale. Uma experiência única para os que lá estavam. Curtas O grupo foi criado em 1980 por Moses Pendleton. O nome remete a “The Moses Mix”. Atualmente, a companhia reside em Washington.

http://kbuki.wordpress.com/category/de-pe/

5.2.08

O carnaval Rural de Pernambuco, Brasil








"A Corte Vai Passar: um olhar sobre o carnaval de Pernambuco", ensaio fotográfico de Luis Santos (PE) e Celso Oliveira (RJ)


A crônica das imagens

Por Helena de Tróia

Se for verdade que o registro fotográfico é evitar que a história caia no esquecimento, então, parte da memória visual do carnaval está resguardada. “A Corte Vai Passar: um olhar sobre o carnaval de Pernambuco”, traz em cada imagem documentada a exata expressão daquele homem e daquele lugar, na mais plena de suas festas. Imagens de um carnaval quase esquecido. Um desenho cultural que, se perdido fosse, não poderia ser refeito, pois cada instante que se perde na história das culturas, perde-se para sempre na memória das civilizações. A partir de “um olhar” de reconhecimento, nasce uma bela crônica pictórica narrada pelos fotógrafos Luis Santos e Celso Oliveira. É a história da arte do carnaval rural do nordeste do Brasil , contada por estes dois artistas.

Narrativa e visualidade de uma cultura não lubrificada pelos interesses econômicos tanto na sua produção material quanto nos seus fins ou na recompensa de seus criadores. Tal qual as culturas dominadas, a cultura popular brasileira resiste as indiferenças, vive no lodo dos porões de um sistema cultural maior, ora reproduzida, ora transformada ou simplesmente negada. Aqui, a fotografia cumpre, também, o seu papel social, revela que o artista popular vai bem mais além do que eles, os governantes, possam enxergar. Aqui, cidadãos anônimos - soberanos do imaginário - nos oferecem, além do espetáculo, outros olhares, outros matizes e outras paragens: o direito à criação; à representação; aos bens culturais e, finalmente, a de que todo o indivíduo tem o direito a sua própria cultura.

A Corte Vai Passar... Mais do que um ensaio fotográfico é o gesto, o gosto e o sentimento documentados, sob o olhar preciso de uma lente contadora de histórias e de imagens transmutadas em crônica (como numa máquina de arranjos estéticos) que a memória do carnaval está preservada. E, sob o mais ácido sol, lança-se um olhar no carnaval de Pernambuco, um memorial repleto de imagens reveladoras – imagens descobertas no interior de um imenso território de belezas humanas e de brasis.