22.2.07

Robert Doisneau, o fotógrafo das ruas

Le Meute, 1969

Coleção completa AQUI

Originalmente formado em litografia, Robert Doisneau abraçou em 1929 um novo interesse como fotógrafo autodidacta. Via a fotografia como o meio ideal de registar a vida durante os seus passeios por Paris. A sua carreira como fotógrafo começou em 1934 na fábrica da Renault em Billancourt, onde esteve empregado como fotógrafo industrial e de publicidade. Ainda em 19369, decidiu tornar-se fotojornalista independente, mas a guerra forçou-o a desistir do sonho de vir a trabalhar por conta própria. Serviu o exército francês em 1940 e daí até ao fim da guerra trabalhou para a Resistência. Mas mesmo assim não desistiu de trabalhar como fotógrafo, fazendo postais para ganhar a vida. Em 1949, Doisneau assinou contrato com a revista Vogue, para a qual trabalhou como fotógrafo a tempo inteiro até 1952 e, desde então, como independente. Mas não entrou para os anais da fotografia como fotógrafo de moda. O que o tornou famoso foi a "fotografia de rua". Em inúmeros instantâneos, documentou com humor e empatia a vida nos subúrbios de Paris. A sua fotografia mais famosa é "Beijo em frente ao Palácio da Câmara Municipal", que se tornou um ícone do amor jovem e violento numa grande cidade. Robert Doisneau nasceu em Gentilly, perto de Paris, em 1912 e morreu em Paris em 1994.

Fonte:
JG, autor do Blog da Sabedoria e do O Século Prodigioso

27.1.07

Arte digital


Obra de Ray Caeser. A técnica do desenho consiste em criar uma estrutura tridimensional com software de modelagem e sobrepondo na superficie com fotografias, pinturas e texturas manipuladas por meios digitais. O resultado é uma imagem realista e expressiva. Gallery

30.11.06

Arte pública, na mesa...


A pintura grega encontra-se na arte cerâmica. Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. Por isso, a sua forma correspondia à função para que eram destinados. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente e na constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal. Eles tem como características: o racionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, que é “a medida de todas as coisas”; e a democracia.

Sobre Arte Grega
Ex-curadora de museu dos EUA é acusada de roubar peça grega

2.11.06

6.10.06

No tempo do folhetim



Folhetim é uma obra romanesca na qual sobressai a intriga, por vezes recambolesca, editada em episódios sucessivos no jornal ou na rádio. Originalmente, o folhetim era um artigo ou crónica sobre literatura, ciência, crítica, publicado na parte inferior e a toda a largura dum jornal. Foi no início do século XIX que surgiu o folhetim. Todos os jornais quiseram, então, ter o seu folhetim. Tornou-se comum o romance-folhetim, tornado célebre pelo espírito ou invenção de Eugéne Sue, Alexandre Dumas e seus seguidores. O romance-folhetim divertia e prendia o leitor, desempenhando, assim, um grande papel, sobretudo na imprensa popular.

26.8.06

"O atestado de óbito da esperança"


Esperando Godot, obra-prima do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). A peça estreou em 1953 e se tornou um divisor de águas no teatro do século passado. Na história, dois vagabundos aguardam a vinda do sr. Godot, que nunca aparece. Enquanto aguardam, eles iniciam uma reflexão a respeito da vida. No centro de Godot, estão dois palhaços tristes, implicantes, insatisfeitos e solitários, que passam os dias a esperar a solução de seus problemas. Na trama, os vagabundos Estragon e Vladimir esperam em vão a chegada de um personagem enigmático, um certo Godot (símbolo do inalcançável). Beckett foi capaz de mergulhar nas mazelas inerentes à condição humana, encontrando a solidão e o absurdo dessa condição. Baseando-se na chegada de Godot, as personagens mostram a constante busca pela felicidade para reverter sua condição de miséria. Atualidade social e metafísica e uma incrível comicidade tornam "Godot" um grande espetáculo popular. A obra de Beckett, mais do que representar a superfície inteligível da vida, o autor disseca a consciência humana e os sistemas pelas quais tentamos organizar nossas vidas.

"Godot...será que ele vem? Será que não? Talvez virá... amanhã!"

Nota: Samuel Beckett é considerado o pai do chamado "teatro do absurdo". Abordando o vazio da vida criou um humor: amargo, sombrio, levemente absurdo na sua disposição de ser irônico e zombeteiro. Em 1969, Beckett recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

Imagem: Intervenção urbana Esperando Godot. Direção:Wolfgang Pannek, SP, 2000.

30.7.06

Os nus de Muybridge


Os primeiros nus masculinos na história da fotografia surgiram em 1872, com fins científicos. O britânico Eadweard Muybridge uniu fotografias individuais, captadas separadamente, tornando visíveis as fases da locomoção, utilizando como modelos animais domésticos, além de mulheres e homens nus, inclusive ele mesmo. Seus estudos foram publicados somente em 1887 e conquistaram uma comedida respeitabilidade científica, já que os modelos nus, principalmente os masculinos, representavam um escândalo. A divulgação do escândalo de Muybridge serviu de estímulo a outros artistas, que não buscaram qualquer justificativa científica para fotografar ou utilizar fotografias de nus masculinos. Thomas Eakins, considerado o maior pintor norte-americano do século XIX, utilizou os trabalhos de Muybridge na composição de suas pinturas, mas foi forçado a renunciar ao cargo de professor da Academia de Belas Artes da Pensilvânia, por trabalhar com modelos masculinos nus em uma turma mista. A circulação paralela e ilegal do nu artístico masculino perdurou em muitos países até o final da década de 1960. Em 1968, a revista americana Grecian Guild Pictorial venceu uma ação na Suprema Corte dos Estados Unidos, que finalmente reconheceu essa modalidade de fotografia como arte. A profusão de revistas explorando o nu masculino, de apelo artístico, erótico ou mesmo pornográfico, cresceu vertiginosamente desde então.

Crédito imagem:
wikipedia.org