20.10.07

“Rota do Modernismo” em Barcelona





A “Rota do Modernismo” é um passeio para ser feito a pé – denominado Ruta del Modernismo. O arquiteto catalão Antoni Gaudí (1852-1926) revolucionou a arquitetura com suas obras naturais e orgânicas, personalizando, extremamente, o estilo modernista. Na verdade, caminhar pelo Passeig de Gràcia nos obriga a estar constantemente atentos e a olhar para cima, para baixo e para os lados, para não perdermos todos os detalhes das obras modernistas, que não limitam-se aos edifícios. Existem numerosos elementos urbanos, como os postes de luz e o calçamento, além de diversos objetos decorativos como grades, portas, ferragens e mobiliário, entre outros exemplos do modernismo catalão.


NOTA: O Art Noveau difundiu-se pela Europa com diferentes traduções: Modernismo, na Espanha; Jugendstil, na Alemanha; Secessão, na Aústria; Modem Style, na Inglaterra e Escócia, que em cada um desses países personalizou-se e adquiriu características próprias. Na arquitetura e na ornamentação o modernismo em Barcelona destacou-se por observar similaridade entre as linhas sinuosas das fachadas com as mesmas linhas ondulantes da ornamentação e decoração dos interiores, com duas tendências definidas: as formas sinuosas e orgânicas, de um lado, e as geométricas e abstratas, percursoras da futura arquitetura racionalista, de outro.

fatos&fotos Arnaldo Interata

5.10.07

Harém


Harém é para os de cultura árabe a parte da casa proibida a homens de fora. Em outras culturas, porém, o termo significa o conjunto das mulheres de um matrimônio poligâmico. Já para os ocidentais a idéia de harém está diretamente ligada ao desejo, à sensualidade e a temas relacionados à diversidade sexual - intimidades, prazeres e orgias concebidas nos haréns, tais como: Virgindade, Fantasia, Dança do Ventre, Erotismo, Sedução, Kama Sutra, Ninfomania, Sodomia, Fornicação, Falicismo, Castração, Pornografia, Motel, Sex Shop, Prostíbulo, Prostituição, Striptease, Afrodisíaco, Pompoarismo, Perversão, entre outros. No imaginário popular o harém persiste na fantasia sexual em homens de diferentes idades e classe social - onde é comum ouvir “meu sonho é ter um harém de mulheres lindas”. Como tudo tem lá sua origem, uma exposição sobre o tema harém foi apresentada pelo Museu de Krems, na Áustria, com 80 telas realizadas no século 19 por pintores ditos "orientalistas". A imagem fantasiada e irrealista dos haréns pelos ocidentais da época se equivale à imagem da mulher “produto”, veiculada pela mídia contemporânea - imprensa, cinema, televisão, revistas (e, dito de passagem, a Internet). Para Andrea Winkelbaum, curadora da exposição, a exemplo do que fazem a mídia e os sites de pornografia na atualidade essas pinturas mostram mulheres como objetos, escravas lascivas, oferecidas, cuja única função era o serviço sexual e o prazer do macho. São as manifestações, em tempos diferentes, do eterno sonho masculino de poder e dominação.

Imagem: horvallis

3.8.07

Fantásticas salas do conhecimento

Biblioteca da Universidade de Coimbra (1290), Portugal
Outras Salas

9.7.07

Volta por cima


Em 1986, Israel de França, músico, foi preso pela Polícia Militar em Olinda, Pernambuco, carregando um violino. Negro, pobre, Israel só conseguiu provar ao delegado que não era ladrão ao interpretar trecho da cantata “Jesus, alegria dos homens”, de Johann Sebastian Bach. O episódio virou Caso especial na TV Globo. Após sua aparição na televisão, o jovem músico participou de curso de férias em Brasília e acabou estudando no Conservatório de Música de Lisboa. Israel vive há 15 anos na Espanha, onde faz parte da Orquestra da Cidade de Granada e é diretor e proprietário do Conservatório Villa-Lobos na cidade. Em dezembro de 2005, Israel de França volta ao Brasil e, numa cerimônia discreta, doa quinze violinos e uma viola ao Conservatório de Música de Yapoatan, na cidade pernambucana de Jaboatão dos Guararapes.

Fonte: Reporte JC.

Imagem: jamillan.com/violin

2.7.07

"Se foi pra desfazer, porque é que fez"...


O que levaria um Governo, nariz empinado, ter a ousadia de convocar a inteligência nacional para definir um modelo de TV Digital (SBTVD - Sistema Brasileiro de TV Digital) que atendesse aos interesses sociais e econômicos do país para depois jogar todo este esforço pelo ralo sem mais (nem menos). Não fosse o levante de vários setores da sociedade, Lula já teria anunciado há muito tempo à escolha integral de padrões internacionais para a TV Digital brasileira em detrimento de um modelo híbrido, o único, que contemplaria os interesses da nação. A vantagem econômica do modelo brasileiro vai desde a independência de um padrão e seus royalties associados à possibilidade de um modelo exportável de TV Digital interativa capaz de interessar grandes mercados emergentes, com condição geográfico-social semelhante ao do Brasil. O tecnológico estaria na valorização da competência nacional, dando-lhe chance de se consolidar, por exemplo, no campo do software (midlleware e aplicativos) e o cultural no estímulo à produção de conteúdo pela criação de um mercado próprio. O SBTVD, ao contrário do SIVAM (decidido à revelia da inteligência nacional), é um sucesso de planejamento e implementação que seduziu a academia de norte a sul do País (foram envolvidos mais de 1.500 pesquisadores e 80 instituições de P&D que elaboraram uma solução para o padrão TV Digital brasileira). O advento da TV digital é o que se chama de uma janela de oportunidade. Na lógica da sociedade do conhecimento, tão ou mais importante que o produto é a competência tecnológica que se adquire ao desenvolvê-lo. Podemos aqui repetir histórias de sucesso ou repetir erros crassos do passado, como quando sob altas pressões, baixos golpes e pesados lobbies internacionais adquirimos o SIVAM que nossos técnicos e cientistas poderiam ter desenvolvido. Que pressões e lobbies, todavia mais surdos, agora nos acometem? Resta saber quais interesses impediram o Governo de promover um amplo debate na sociedade, em assunto que diz tão de perto à vida de tantos? Que pressa o açoda, quando nenhum fato novo nos pressiona?...Para não terminar sem uma bravata presidencial, além de criticar governos anteriores, Lula decidiu e assinou contrato padrão japonês e, ressaltou vantagem que a TV digital poderá trazer aos usuários. "Não está longe o dia em que as famílias poderão marcar uma consulta médica pelo SUS pela TV". É, não custa esperar e acessar da poltrona nossos “bons” serviços públicos básicos, embora a estimativa é que a implementação da TV digital no Brasil demore dez anos.

Imagem: tvsnob

5.6.07

Arte digital: o fim da arte?


A arte palpável, sensível ao toque, que começou um dia a ser riscada nas paredes das cavernas e que se consolidou através dos séculos que nos precederam, parecia estar chegando ao fim. Tínhamos que nos adaptar a uma nova arte volátil, efêmera, exposta em um pedaço de vidro, que só existia no estado de ligado-desligado. Que porrada! Essa nova literatura visual, esse novo código, onde forma e conteúdo se confundem amalgamados em uma carpintaria puramente eletrônica está mais para o surfista que sabe conviver com o caos da onda do que para o executivo que não consegue sobreviver com as velhas regras do edge of chaos. Na medida em que o artista assimilar e dominar o novo environment e as suas novas ferramentas criadoras, certamente essa arte passará a ser imaginativa, criadora, poderosa, como o foi a de Michelangelo ou a de Van Gogh. As experiências em realidade virtual estão apenas engatinhando, aos poucos não só permitirão recriar o passado como também criar um imaginário mundo novo. Se a nova arte digital deve ou não ser aceita como arte, se ela é legítima ou não, por enquanto todas as discussões sobre o assunto estão passando muito distante.

Fonte: Ouattro/Alex Nabuco. Imagens. Século Prodigioso

7.5.07

"Fotos de família, quem não as tem?"


Encomenda

Desejo uma fotografia

Como esta – o senhor vê – como esta:
Em que para sempre me ria
Com um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
Derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga que me empresta
Um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
Nem de arbitrária fantasia...
Não... nesse espaço que ainda resta
Ponha uma cadeira vazia.

Poema: Meireles, C., “Vaga música”, em Obra poética. RJ: Aguilar, 1967
FRESSATO,Sol.A Fonte - revista de arte, Curitiba, out., 2004.